Contorno corporal · Abdominoplastia

Abdominoplastia e lipoabdominoplastia

A abdominoplastia trata o excesso de pele e a flacidez da parede do abdome, situações comuns depois de gestações ou de grandes variações de peso, e que não se resolvem com exercício. É uma cirurgia de contorno, não de emagrecimento, e deixa uma cicatriz permanente na parte baixa do abdome. A indicação é definida em avaliação médica.

Dr. Fernando Fernandes · Médico · CRM 101877-SP
Cirurgia Plástica RQE 27843 · Cirurgia Geral RQE 21998

Como a cirurgia é feita

A abdominoplastia tem três partes, usadas conforme a necessidade de cada caso:

  • Retirada do excesso de pele e gordura da parte inferior do abdome, entre o umbigo e a região acima do púbis.
  • Correção da diástase. Diástase é o afastamento entre os músculos retos do abdome. Ela é corrigida pela plicatura da aponeurose desses músculos: a camada firme que os reveste é suturada na linha média, o que reaproxima a musculatura e reforça a parede abdominal.
  • Reposicionamento do umbigo. O umbigo permanece preso à parede abdominal e é exteriorizado em uma nova abertura na pele que foi tracionada.

Lipoabdominoplastia. Quando indicado, a lipoaspiração é associada na mesma cirurgia, para tratar a gordura do abdome e da cintura. Utilizamos a lipoaspiração convencional e a vibroassistida. Saiba mais sobre lipoescultura e lipoaspiração.

Drenos. São utilizados de forma seletiva, conforme a técnica e a necessidade observada durante a cirurgia.

Variações da técnica

  • Abdominoplastia clássica: trata todo o abdome anterior, com reposicionamento do umbigo.
  • Miniabdominoplastia: para excesso de pele limitado à região abaixo do umbigo. A cicatriz é menor, e o umbigo em geral não é reposicionado.
  • Lipoabdominoplastia: associa a lipoaspiração.
  • Abdominoplastia em âncora (em T invertido): acrescenta uma cicatriz vertical. É considerada sobretudo depois de grande perda de peso, quando há sobra de pele também no sentido horizontal.
  • Abdominoplastia estendida e contorno corporal pós-bariátrico: quando a sobra de pele se estende para os lados e para as costas, a cirurgia pode ser ampliada, conforme a indicação.

A técnica é escolhida individualmente, considerando o excesso de pele, a distribuição de gordura, a diástase, as cicatrizes anteriores e as condições clínicas.

Onde fica a cicatriz

A cicatriz principal fica na parte baixa do abdome, de um lado ao outro, em posição planejada para ficar coberta pela roupa íntima. Há também uma cicatriz ao redor do umbigo. Cicatrizes de cesárea costumam ser incluídas na pele retirada, quando estão na área tratada.

A cicatriz é permanente. Sua aparência muda ao longo de muitos meses e depende de fatores individuais, como tipo de pele, genética e cuidados no pós-operatório.

Quando pode ser indicada

  • Sobra de pele e flacidez no abdome depois de gestações ou de perda de peso.
  • Diástase dos músculos retos do abdome.
  • Peso estável.
  • Saúde em dia e exames pré-operatórios adequados.

Quando não é a melhor escolha

  • Planos de engravidar. Em geral, a recomendação é operar depois da última gestação planejada.
  • Peso em mudança ou plano de emagrecer nos próximos meses.
  • Tabagismo ativo. Na abdominoplastia, fumar aumenta de forma importante o risco de problemas de cicatrização.
  • Doenças não controladas.
  • Quando o incômodo é só gordura localizada, com pele firme. Nesse caso, a lipoaspiração pode ser suficiente.

O que acontece na consulta

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Sua história

Gestações, cesáreas e outras cirurgias no abdome, variações de peso, medicamentos em uso e o que incomoda você.

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Exame físico

Avaliação da pele, da gordura, da diástase e da presença de hérnias.

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Plano

Qual técnica se aplica, onde fica a cicatriz no seu caso e o que é realista esperar.

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Riscos e recuperação

Explicados de forma direta, incluindo a avaliação individual do risco de trombose.

Se houver indicação e você decidir seguir, a Vívian organiza a proposta, o hospital e as datas, e a Márcia acompanha os agendamentos.

Preparo

  • Exames pré-operatórios e avaliação de risco cirúrgico.
  • Tabagismo. A suspensão antes e depois da cirurgia é parte do preparo, no prazo orientado em consulta.
  • Peso estável. Se o peso ainda está mudando, a cirurgia é adiada.
  • Medicamentos e suplementos. Tudo o que você usa é revisado, incluindo anticoncepcionais, hormônios, anticoagulantes, medicamentos para emagrecimento e fitoterápicos.
  • Risco de trombose. Avaliado individualmente, com medidas de prevenção definidas para cada paciente. Elas podem incluir meias de compressão, compressão pneumática durante a cirurgia, caminhada precoce e medicação, quando indicada.
  • Terapias complementares. Podem ser consideradas em situações clínicas específicas, mediante avaliação individual.
  • Organização em casa. Nos primeiros dias, é importante ter alguém para ajudar nas tarefas.

A cirurgia

  • Onde. Em hospital. Operamos nos hospitais São Luiz, Samaritano Paulista, Vila Mariana Day e Blanc, escolhidos conforme o procedimento, a disponibilidade e a necessidade clínica.
  • Anestesia. Habitualmente geral, com frequência associada à peridural, conforme a indicação e a avaliação do anestesista.
  • Duração. Como estimativa habitual, a abdominoplastia isolada leva aproximadamente de 2 a 2 horas e 30 minutos; associada à lipoaspiração, aproximadamente de 3 a 4 horas. O tempo depende da complexidade do procedimento e das condições observadas durante a cirurgia.
  • Alta hospitalar. Geralmente após 24 horas de observação, conforme a sua evolução clínica.
  • Hérnias. Em casos selecionados, a abdominoplastia pode ser associada à correção de hérnias umbilicais ou incisionais. A indicação depende da avaliação clínica, das características da hérnia e do planejamento cirúrgico.
  • Associação de cirurgias. Em casos selecionados, pode ser associada a outras cirurgias, respeitando limites de tempo cirúrgico e de segurança. Nem toda combinação é recomendável.

Recuperação

Os prazos abaixo são orientações habituais. Eles não são garantias: dependem da evolução individual, e toda liberação é dada pelo médico.

  • Primeiros 7 a 14 dias. A orientação habitual é caminhar com o tronco levemente inclinado para a frente, repousar com a cabeceira elevada e os joelhos flexionados e evitar movimentos que forcem a sutura do abdome. O tempo é ajustado conforme a sua evolução e a tensão sobre a cicatriz.
  • Caminhar. Caminhadas leves e curtas são estimuladas desde o primeiro dia, quando clinicamente possível. Isso faz parte da prevenção de trombose e não deve ser confundido com atividade física.
  • Cinta cirúrgica. Habitualmente por 60 a 90 dias, conforme a evolução.
  • Dreno. Quando utilizado, é retirado no consultório, conforme o volume drenado.
  • Trabalho. Atividades administrativas costumam ser retomadas em cerca de 14 a 21 dias.
  • Dirigir. Em torno de 20 a 30 dias, com recuperação dos movimentos e liberação médica.
  • Exercícios. Leves em torno de 60 dias. Exercícios abdominais, levantamento de peso e atividades intensas em torno de 90 dias, com avaliação e liberação médica.
  • Drenagem linfática. Quando indicada, geralmente começa entre 5 e 7 dias, depois da liberação médica, com profissional habilitado.
  • Cuidados com a cicatriz. Habitualmente, a cicatriz é protegida com fita cirúrgica microporosa por aproximadamente 90 dias, com trocas programadas a cada 30 dias, conforme a orientação e a avaliação da pele. A fita é trocada antes se houver irritação, umidade ou descolamento.
  • Sol. Recomenda-se evitar exposição solar direta nas áreas operadas por aproximadamente 60 a 90 dias, especialmente enquanto houver alterações de coloração.
  • Retornos. Programados no consultório, com contato direto da equipe.

O inchaço diminui aos poucos, e o contorno se define ao longo de meses. A região abaixo do umbigo costuma ficar com a sensibilidade diminuída por um período, às vezes prolongado. Resultado, recuperação e cicatrização variam de pessoa para pessoa. Em alguns casos, pode ser necessário um retoque, por exemplo na cicatriz.

Toda cirurgia tem riscos

É obrigação do médico informá-los, e é direito seu conhecê-los antes de decidir. Entre os principais da abdominoplastia:

  • seroma (acúmulo de líquido sob a pele), que é a intercorrência mais frequente, e hematoma;
  • infecção;
  • abertura de pontos e atraso de cicatrização;
  • sofrimento ou necrose de pele, mais frequente em fumantes;
  • cicatriz alargada, hipertrófica ou queloide, e assimetrias da cicatriz ou do umbigo;
  • alteração de sensibilidade na pele do abdome;
  • trombose venosa e embolia pulmonar, raras, mas graves. A abdominoplastia está entre as cirurgias plásticas em que esse risco recebe mais atenção, e por isso ele é avaliado e prevenido individualmente;
  • riscos próprios da anestesia, avaliados pelo anestesista.

Os riscos aumentam com tabagismo, obesidade, doenças não controladas e associação de cirurgias. Na consulta, eles são avaliados para o seu caso.

Perguntas frequentes

Não. Ela retira pele e gordura da região tratada, mas não é tratamento para perda de peso.

Pode, mas uma nova gestação tende a alterar o resultado. Por isso, em geral, a recomendação é operar depois da última gestação planejada.

Só as que estiverem na pele que é retirada, em geral abaixo do umbigo. As demais permanecem, embora possam mudar de posição.

Em geral, ela é retirada junto com a pele, e fica a cicatriz da abdominoplastia, que é mais longa.

A plicatura é feita para ser duradoura, mas uma nova gestação ou grande ganho de peso podem afastar novamente a musculatura.

Depende. O dreno é utilizado de forma seletiva, conforme a técnica e o que se observa durante a cirurgia.

A associação com lipoaspiração é frequente (lipoabdominoplastia). Outras combinações são avaliadas caso a caso, dentro dos limites de segurança.

Em casos selecionados, sim. Depende da avaliação clínica, das características da hérnia e do planejamento cirúrgico.

O atendimento é particular. Em casos com finalidade reparadora, como depois de cirurgia bariátrica, explicamos na consulta o que pode ser solicitado ao plano, sem garantia de cobertura.

Agende sua avaliação

O primeiro contato é com a Márcia, que tira as dúvidas iniciais e agenda sua consulta com o Dr. Fernando.

Dr. Fernando Fernandes · Médico
CRM 101877-SP
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Responsável técnico

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